Da defesa do PIX à preocupação com o crime organizado transnacional, passando pela paixão nacional pelo futebol. Foi assim a entrevista do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) ao vivo para o apresentador Rodrigo Nascimento, no Balanço Geral.
Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o senador Nelsinho abordou dois temas que hoje mobilizam o debate internacional envolvendo o Brasil: as críticas do governo dos Estados Unidos ao PIX e a decisão americana de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Sobre o PIX, o senador foi direto ao defender o sistema de pagamentos criado pelo Banco Central. “O PIX é dos brasileiros. É da sociedade brasileira. Ninguém mexe e ninguém tira”, afirmou.
O senador Nelsinho destacou que o sistema se tornou uma ferramenta presente no dia a dia da população e representa um avanço na modernização dos meios de pagamento do país. De maneira didática, mostrou o próprio cartão de crédito para explicar onde estão as bandeiras e instituições financeiras internacionais que participam dessas operações. “Nestes símbolos, estão os bancos deles”, comentou.
Facções Criminosas
Ao comentar a classificação das facções criminosas pelos Estados Unidos, o parlamentar defendeu cooperação internacional no combate ao crime organizado, mas com respeito à soberania brasileira. “Toda cooperação que ajude a melhorar a segurança pública é bem-vinda. Mas o Brasil precisa analisar com cautela os desdobramentos econômicos e os possíveis reflexos sobre a nossa soberania”, ponderou.
Segundo o senador, o crime organizado atua além das fronteiras nacionais e exige integração entre os países, sem que o Brasil abra mão de sua autonomia institucional. “Eu sou a favor de tudo o que possa fazer para melhorar a segurança pública”, afirmou.
O senador Nelsinho defendeu o fortalecimento da fiscalização nas fronteiras, especialmente em Mato Grosso do Sul, por onde organizações criminosas tentam introduzir drogas, armas e mercadorias ilegais que abastecem facções em diversas regiões do país.
Para ele, a cooperação internacional deve vir acompanhada de mais tecnologia, inteligência e presença do Estado nas áreas de fronteira.
Para o senador Nelsinho, há ainda a necessidade de ampliar o controle nos portos brasileiros, considerados estratégicos para o tráfico internacional de drogas. “O crime organizado não respeita fronteiras. Por isso, o combate ao crime também não pode ter fronteiras. Precisamos reforçar o controle nas divisas, ampliar a integração entre os órgãos de inteligência e tornar cada vez mais rigorosa a fiscalização de cargas, portos e rotas utilizadas pelas facções criminosas”, defendeu.