16 de Julho de 2019 -
 
12/01/2019 - 16h30
Vereador esclarece em nota que acusação de comprar drogas é ataque político
Izomar Galeano
Agora News/Informações Campograndenews

O vereador da cidade de Água Clara, Gustavo Guiraldelli (PSDB), enviou uma nota de esclarecimento pelas redes sociais em razão de ataques que, diz ter tido contra ele por adversários políticos do município. Um aúdio vazado para um site de notícias local diz que a voz que pede drogas pelo celular é do vereador e ele nega que seja. Leia abaixo a nota de esclarecimento na íntrega e após a nota entenda o caso.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Vereador Gustavo Guiraldelli de Água Clara - Foto: Arquivo

Em razão da matéria veiculada pelo site JPNEWS e replicada pelos demais – como infelizmente sempre acontece - venho em respeito a minha família, amigos e eleitores esclarecer esta situação:

A matéria patrocinada pelos meus inimigos políticos tenta denegrir minha imagem de forma leviana, grosseira e criminosa.

Todos ficaram sabendo que o atual prefeito "Tupete" se engalfinhou em uma briga de rua com meu genro Carlos no último domingo (06/01/2019), quando este foi covardemente agredido pelo prefeito.

Tudo isto ocorreu porque eu consegui ganhar na Justiça local o direito de ser o "Presidente da Câmara Municipal de Água Clara". Fato este que ainda não aconteceu em razão de uma liminar que suspendeu temporariamente os efeitos da decisão.

"O medo que eles tem de ter um adversário na presidência da Câmara é tão grande que partiram para o tudo ou nada".

Porque eles tem tanto medo assim? O que querem continuar a esconder?

Quando ví que a base do prefeito Tupete e do vereador Vicente mantinham o poder através de atos de corrupção e improbidade pública, não pensei duas vezes em me distanciar e fazer oposição a este governo negligente e ineficiente.

Denunciamos da tribuna o mau uso do dinheiro público, feito através de funcionária fantasma que ganhava sem trabalhar.

Boa parte dos escândalos de corrupção desse grupo, são apurados em inúmeros processos criminais e de improbidade, que resultaram em afastamentos, prisões, ações do GAECO (Grupo de atuação especial de repressão ao Crime Organizado), buscas na residência do vereador Vicente e câmara municipal, além de bloqueio de bens dos envolvidos.

Na eleição ilegal e mentirosa que fizeram em 01/01/2019 para presidente da Câmara, tamanho o apego pelo poder e a necessidade de manter os conchavos, que o Sr. Saylon, genro do vereador Vicente, afastado da presidência pela Justiça, tomou o lugar de presidente para dar continuidade ao trabalho de seu sogro, em prejuízo da população de Água Clara.

Por conta do desespero desse grupo em impedir que assuma a presidência da câmara, não duvidava que houvessem ataques contra minha pessoa. O que não imaginava, é que fossem criminosos, com o uso político de instituições e cargos públicos, em violação de deveres funcionais, inclusive através de coação, em criminosa utilização de função pública para atacar a minha honra e imagem através de vazamentos de "áudios ilegais" e totalmente fora de contexto. Os autores desses crimes serão responsabilizados na forma da Lei.

"Peço ao povo de Água Clara, que conhece minha luta contra a corrupção, contra funcionário fantasma, contra o mau uso do dinheiro público, contra a falta de medicamentos, contra a deficiência do transporte escolar municipal, contra o abandono dos alunos universitários, contra o abandono dos idosos, contra o abandono que se encontra nossa cidade causada por este grupo que pretende se perpetuar no poder, que continuem acreditando em mim e em meu trabalho".

Vão me atacar de várias formas ainda, e a população é testemunha dessas covardias. Mas nunca, jamais, poderão de chamar de corrupto ou desonesto. Meu compromisso é com a população de Água Clara, e não com quem trabalha todos os dias contra ela.

 

GUSTAVO GIMENEZ GUIRALDELLI - VEREADOR.

 

Entenda o Caso

Gustavo Guiraldelli, vereador de Água Clara, município 198 quilômetros distante de Campo Grande, é investigado por ter supostamente pedido droga de dentro do Fórum de Água Clara, onde trabalho como oficial de Justiça. A investigação se iniciou após a Polícia Civil ter tido acesso a um áudio no celular do entregador, um mototaxista que foi preso em 20 de dezembro, durante operação de Natal na cidade. As informações são do JPNews.

Em maio de 2018, o parlamentar já havia sido denunciado na Câmara Municipal, por suspeitas de patrocinar festas regadas a bebidas e entorpecentes a menores. Ele, que também atuou como policial civil em 2004, nega as acusações.

O áudio com o pedido que seria atribuído a Guiraldelli, vazou nas redes sociais e aplicativos de mensagem. Na gravação, a voz atribuída ao vereador pede mais R$ 50,00 de cocaína, pois a pedra havia acabado de comprar teria se "esfarelado no bolso", devido uma tempestade.

Em resposta, o mototaxista pede que ele espere até a chuva diminuir. Ainda, o entregador diz que avisou que isso aconteceria, mas que o comprador estaria “doidão”. O solicitante diz então para o suspeito, em aparente euforia: “Cola aqui no Fórum. Só estou eu aqui. Rapidão! Agora, agora, agora...(sic)”. Outras pessoas, inclusive uma suposta funcionária foi citada na conversa.

Ao JPNews, o delegado Felipe Alves Madeira, titular da Delegacia de Água Clara, afirmou a operação prendeu ao menos cinco traficantes e que indiciou outras pessoas. “Estamos checando todas as informações desta operação e que são relativas às outras questões criminais. É prematuro dizer qualquer coisa, mas, o caso deu bastante repercussão na cidade e vamos apurar todos os detalhes. Todos os inquéritos da operação foram encaminhados e a ocorrência deste fato novo foi registrada. Ainda vamos ver se instauramos ou não um inquérito e oferecer a denúncia ao poder judiciário”, disse.

Em depoimento, o mototaxista negou ter vendido drogas ao vereador, mas afirmou ter consumido com o parlamentar. Ele respondeu procedimento em 2012, por posse de arma de fogo.

Gustavo Guiraldelli é alvo de diversos boletins de ocorrência ligados ao tráfico e consumo de bebidas alcoólicas fornecidas em festas particulares, com participação de menores. Quatro jovens que foram detidos durante uma batida policial em um evento em um clube de Água Clara em abril de 2018, apontaram o parlamentar como patrocinador da festa.

Guiraldelli negou todas as acusações, e disse que a voz no áudio não é a sua e recusou gravar entrevista ao JPNews. O presidente da Câmara de Vereadores de Água Clara, vereador Saylon Cristiano de Moraes (PDT), disse que está ciente do caso, mas ainda aguarda manifestações a respeito.

Informações de matéria jornalística do Portal de noticias Campo Grande News.

 

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