25 de Maio de 2019 -
 
15/05/2019 - 14h00
Médico e esposa morrem em queda de avião durante decolagem na Capital
Um dos moradores afirma que o avião começou a voar em círculos antes da queda
Redação
Campograndenews/Agoranews

O médico ginecologista Pedro Arnaldo dos Santos e a esposa dele, Silvana Maria Pizzo dos Santos, morreram na manhã desta quarta-feira (15/05) em Campo Grande após queda de um avião de pequeno porte numa área de mata próximo ao Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas.

De acordo com o Campo Grande News, o piloto Thales Vilela, que estava no aeroporto no momento do acidente disse que depois de decolar, o avião sobrevoou aproximadamente 100 metros, deu três voltas em círculo e caiu em seguida. Ele explodiu ao tocar o solo.

Ainda segundo o portal, o médico tinha mais de 20 anos de experiência como piloto e a aeronave estava em boas condições, nova e com manutenção em dia, contudo, havia muita neblina pela manhã.

O médico e a esposa seguiam para uma fazenda na região do Pantanal. O avião era do modelo Beechcraft Bonanza.

Moradores ouviram Explosão

Populares que moram próximo do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, relatam que ouviram uma grande explosão durante a queda do avião Beechcraft Bonanza, na manhã desta quarta-feira (15/05). O aposentado Antônio Barbosa Nogueira, 70 anos, diz que exerceu a função de piloto por 50 anos e destaca que as vítimas não poderiam decolar nas condições climáticas desta manhã.

“Eu estava saindo de manhã e vi o avião voando baixo, andou em círculo e só ouvi um estrondo e grande explosão. O fogo subiu e logo desceu.  Não tinha condições do piloto decolar com a aeronave naquelas condições, a visibilidade não estava boa”, afirma o piloto aposentado.

Corpos das vítimas sendo retirados da mata de onde houve a queda do avião - Minamar Junior | Midiamax

O Corpo de Bombeiros removeu no início da tarde desta quarta-feira (15) os corpos do médico Pedro Arnaldo Montemor dos Santos e de sua esposa, Silvana Maria Pizzo, vítimas de desastre aéreo ocorrido nesta manhã, nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande.

A dificuldade em remover os corpos ocorreu porque, devido ao impacto, a aeronave cavou um buraco de cerca de 1,5m no solo, deixando os corpos das vítimas presos às ferragens. Ao constatarem que a remoção seria difícil, o Corpo de Bombeiros foi novamente acionado ao local com o desencarcerador.

Desde os trabalhos para retirar o avião do solo, até o resgate dos corpos, foram quase cinco horas. Os corpos começaram a ser retirados por volta das 12h e os bombeiros levaram mais tempo para retirar o corpo de Silvana, que estava em posição fetal dentro da aeronave. “O corpo dela estava bem preso e por isso levou mais tempo para retirado”, explicou o delegado Rodrigo Camapum, da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro.

Da aeronave ainda foram retirados uma quantia em dinheiro e o plano de voo. Conforme as informações da polícia, a aeronave estava regular.

 

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