10 de Dezembro de 2019 -
 
03/11/2019 - 21h00
Hamilton faz história e é hexacampeão da F1. Bottas vence nos EUA 'ASSISTA'
Redação
Terra/Vídeo: Youtube
Lewis Hamilton conquistou o hexacampeonato mundial de
F1 neste domingo - (Foto: AFP)

3 de novembro de 2019. A F1 escreveu um grande capítulo da sua história nesta tarde de domingo. Em Austin, palco do GP dos Estados Unidos, Lewis Hamilton confirmou as expectativas e tornou-se o segundo homem a alcançar a marca de seis títulos mundiais. O britânico, hoje com 34 anos, repete o feito logrado por Michael Schumacher há 16 anos.

Hamilton precisava de míseros 4 pontos para confirmar o hexa, mas foi além no Circuito das Américas, coroando uma temporada irretocável com grande corrida para terminar a prova em segundo lugar. Campeão em 2008, 2014, 2015, 2017, 2018 e, agora, em 2019, Lewis está a apenas uma taça de igualar o maior campeão da história do esporte, Michael Schumacher.

Hamilton vendeu caro a vitória a Valtteri Bottas, seu companheiro de equipe, que adotou uma estratégia de duas paradas, assim como Max Verstappen, contra apenas uma do britânico. Apenas nas voltas finais o finlandês fez a ultrapassagem que lhe valeu a vitória em Austin, a sétima da carreira e a quarta da temporada. Verstappen foi bastante valente e cruzou a linha de chegada em terceiro lugar.

Charles Leclerc largou em quarto e terminou em quarto, em uma atuação das mais apagadas da Ferrari que, aliás, viveu um domingo horroroso nos EUA, com Sebastian Vettel abandonando a prova nas voltas iniciais após ver quebrada a suspensão traseira após impacto na zebra da curva 9. Destaque mesmo para Alexander Albon, que enfrentou problemas na largada em contato com a McLaren de Carlos Sainz, caiu para último, mas remou para chegar em quinto lugar. 

Daniel Ricciardo foi outro grande nome do domingo e colocou a Renault em sexto, desbancando as McLaren de Lando Norris e Carlos Sainz, sétimo e oitavo, respectivamente. Nico Hülkenberg, também da Renault, foi o nono, enquanto Sergio Pérez, depois de ter largado do pit-lane, foi confirmado como décimo lugar depois que Daniil Kvyat foi punido em 5s por ter acertado o carro do mexicano na volta final, em filme muito parecido com o visto na volta final do GP do México, na semana passada.

Saiba como foi o GP dos Estados Unidos de F1

A história estava prestes a ser escrita. Lewis Hamilton alinhou em quinto lugar no grid pronto para selar a conquista de um incrível hexacampeonato mundial. A organização do GP dos EUA até reservou um lugar para Hamilton estacionar seu carro em caso de título logo à frente do pódio em Austin. O cenário estava pronto para a grande festa de um dos maiores pilotos de todos os tempos.

Na volta de saída dos boxes, a Red Bull detectou um problema de última hora no carro de Max Verstappen: uma rachadura na asa traseira, fato que colocava em risco a performance do holandês ao longo da corrida. Max, além de Carlos Sainz e Kevin Magnussen, chegaram à marca de 100 GPs disputados neste domingo.

A primeira volta da corrida foi sensacional. Valtteri Bottas tracionou muito bem e manteve a pole. Verstappen aproveitou a pista mais limpa e superou a Ferrari de Sebastian Vettel e pulou para segundo. Na sequência, Hamilton, que havia deixado Charles Leclerc para trás, fez incrível manobra de ultrapassagem, avançando para terceiro. Outros dois que largaram muito bem foram Lando Norris e Daniel Ricciardo, que tiraram proveito do problema de Vettel — ultrapassado pelo australiano em plena reta — na volta inicial e subiram para quinto e sexto, respectivamente. A largada não foi muito boa para Alexander Albon e Carlos Sainz. O anglo-tailandês espalhou um pouco mais na curva 1 e acabou acertando a McLaren. Assim, a Red Bull o chamou para tentar uma nova estratégia ao fazer a troca dos pneus macios pelos médios.

Em sétimo, Vettel não conseguia se aproximar da Renault de Ricciardo, enquanto Norris sustentava um ótimo ritmo de corrida. Lá na frente, Bottas segurava a liderança, enquanto Verstappen começava a sofrer com a pressão imposta por Hamilton.

Sebastian Vettel tem suspensão quebrada ao passar por cima da zebra da curva 9
e abandona GP dos EUA - (Foto: Reprodução)

A corrida terminou para Vettel na oitava volta. Não por culpa do alemão, diga-se. Seb passou por cima da zebra na curva 9, o que fez estrago irreversível na suspensão traseira direita, que foi quebrada com o impacto. A jornada do tetracampeão em Austin se encerrava de forma precoce. A prova seguiu sem a necessidade do acionamento do safety-car virtual. Logo depois, Ricciardo fazia a ultrapassagem sobre Lando Norris e subia para o top-5.

Quem se destacava no pelotão intermediário era Sergio Pérez, que havia largado do pit-lane e surgia em 14º na volta 12 após ter ultrapassado a Alfa Romeo de Antonio Giovinazzi. Albon vinha logo atrás em sua corrida de recuperação após o incidente no início da prova. Lá na frente, Hamilton assumia a segunda colocação depois que Verstappen foi aos boxes fazer a troca de pneus, dos médios para os duros. Bottas fez seu pit-stop na volta seguinte, a 15.

Hamilton assumiu a ponta com os pit-stops de Verstappen e Bottas e buscava esticar ao máximo seu stint para fazer a estratégia de uma parada. O finlandês voltou à frente da Red Bull e não teve a menor dificuldade de ultrapassar a Ferrari de Leclerc, que sofria por não ter um bom ritmo de corrida e também com o desgaste dos pneus macios.

Momento decisivo da corrida: pit-stop de Hamilton no GP dos
EUA - (Foto: Reprodução)

A Ferrari dava sequência ao seu horroroso domingo com uma parada muito ruim para Leclerc. Os mecânicos enfrentaram problemas para fixar a roda traseira esquerda. Pit-stop de eternos 7s7.

Bottas tinha ritmo muito melhor que Hamilton com os pneus duros e não teve dificuldades para se aproximar e fazer a ultrapassagem, o que aconteceu na volta 24. Metros depois, o britânico foi aos boxes para colocar pneus duros e ir até o fim da prova. Lewis voltou à pista em terceiro, seguido por Leclerc e Ricciardo, com o australiano fazendo uma ótima corrida. Daniel e Norris deixavam Hülkenberg, que retardou ao máximo seu pit-stop obrigatório, para trás.

A vantagem do finlandês para Verstappen na liderança, depois de 29 voltas, era de 6s3, enquanto Hamilton estava cerca de 11s da ponta. Leclerc fazia uma corrida apagada e continuava em quarto, à frente da Renault de Ricciardo e das McLaren de Norris e Sainz. Albon já aparecia em oitavo, enquanto Pérez seguia remando e subia para 12º após bela ultrapassagem sobre a Toro Rosso de Daniil Kvyat.

Depois de chegar a andar em último, Albon era outro piloto que fazia belíssima prova e chegava à sexta posição depois de deixar Sainz e Norris para trás, enquanto Pérez voltava aos boxes para fazer seu pit-stop, com o mexicano voltando em 11º. Quem também regressou aos boxes foi Verstappen, que fez sua segunda parada e foi com pneus médios até o fim da corrida. Na volta seguinte, a 36, foi a vez de Bottas trocar os pneus, também de duros para os médios.

Enquanto se desenhava uma bela briga pela vitória, Robert Kubica terminava melancolicamente mais um fim de semana. O polonês recolheu seu carro para os boxes da Williams, sendo o segundo a abandonar o GP dos EUA. Albon, por sua vez, escalava mais um degrau na corrida e subia para quinto depois de fazer bela manobra de ultrapassagem sobre Ricciardo. Pouco depois, o anglo-tailandês fez seu terceiro pit-stop na corrida, voltando à décima posição.

A grande dúvida era mesmo se Hamilton suportaria seguir até o fim da corrida sem fazer um segundo pit-stop. Ao mesmo tempo, Bottas acelerava para se tentar se aproximar do futuro hexacampeão do mundo. Na zona mais intermediária, Albon remava novamente e escalava o pelotão e retomava o sexto lugar depois de passar Sainz. Pierre Gasly coroava um grande fim de semana e vinha em oitavo, à frente de Pérez, dono de ótima performance na corrida, e Norris, que fechava o top-10.

Hamilton foi até o fim, resistiu até onde deu, mas não conseguiu suportar a pressão imposta por Bottas, que fez a ultrapassagem e retomou a liderança na volta 53, partindo para a vitória em Austin. Verstappen tentava chegar no britânico, enquanto Albon fechava o top-5 e coroava mais uma grande atuação na F1.

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